Dona Herta Buttke comemora aniversário de 100 anos

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Cabelo alinhado, sorriso tímido, bolsa à mão combinando com a roupa quentinha escolhida para o dia de seu centésimo aniversário, a Sra. Herta Buttke  recebeu seu casal de filhos Edeltraud e Egon e a neta Roseli, no endereço onde reside há 2 anos, a “Casa para Idosos Brilho da Idade”.

Dona Herta morou no bairro Canela até que se casou, indo viver com seu esposo Augusto Buttke (in memoriam), em Canoinhas. Após 15 anos voltaram para o Distrito de Pirabeiraba, na Estrada Bonita onde permaneceram por cerca de 60 anos, parte deles com seus dois filhos Edeltraud e Egon. Através deles, o casal foi presenteado com 6 netos, 13 bisnetos e 3 tataranetos.

herta-buttke-100-anos-pirabeiraba-04Comemorando com familiares e amigos no dia 24, na Igreja Luterana do Rio Bonito

Uma coisa que ela nos ensinou, foi a fazer cuca. Ela gostava muito de cuca de banana, de coco e de queijo“, conta a neta Roseli, que destaca um momento especial para todos, a comemoração das Bodas de Diamantes (60 anos), do casal Buttke em 04 de julho de 1996.

Ela nasceu no sítio, esse era o forte dela. Sempre trabalhou na roça com agricultura familiar, cultivando cana, aipim, tinha gado de leite e ainda nos finais de semana, preparava tudo para casamentos. Ela foi muito lutadora, antigamente a vida era bem difícil, mas proveitosa porque ela podia se alimentar da comida do sítio ao natural, leve e sem agrotóxicos. Trabalho e família, foram a sua motivação. Sempre se preocupou muito com a gente e conseguiu ver realizado o seu maior sonho: Ver a família bem. Cuidou dos filhos e ajudou na criação dos netos, bisnetos e tataranetos. Ela nos deixa como legado: Sempre lutar e continuar de cabeça erguida“, lembra a filha Edeltraud.

Dona Herta acrescentou: “…Não tinha fogão à gaz nem nada, lembro que trabalhava na cozinha em fogão à lenha pra fazer comida, no forno pra fazer pão. Antigamente eu trabalhava na roça, plantava, cortava e carregava banana, roçava o pasto… Nós tínhamos cavalos e gado. Descansava às vezes do meio-dia a 1 hora… A gente tinha que subir o morro, ainda claro e a gente  ficava um pouco na sombra, descansava lá e depois de noite, tinha que alimentar o gado que era muito, depois limpar o lugar… Trabalhava bastante. Gostaria hoje de trabalhar, mais acabou“.

Citou ainda que o que a deixa feliz é quando vem uma visita para conversar.  Apesar de toda a rotina da vida no sítio, ela tinha um tempo para se dedicar ao único livro que leu: A Bíblia, assim decorou muitos versículos e citou – O Senhor é o meu pastor e nada me faltará. E uma das músicas que mais gosta, é a tradicional e oportuna Graças dou por esta vida…! E deixa ainda uma palavra de incentivo pra se viver bem nas situações do dia a dia: Ter muita calma, bastante paciência e muito amor, porque o principal é o amor.

Redação Viva Pirabeiraba
por Maria Cláudia Bergmann

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