Casal Günther e Olga Hardt comemora 70 anos de casamento

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No domingo (31), Günther Hardt (89) e Olga Hardt (88), comemoraram os seus 70 anos de união conjugal – Bodas de Vinho – junto aos 5 filhos, demais familiares e amigos, incluindo 16 netos e 21 bisnetos, na residência do casal no bairro Rio Bonito. Foi em 27 de julho de 1946 que o casamento de Günther com 19 anos e Olga com 18 anos aconteceu.

Na verdade, o Sr. Hardt contou que algumas vezes viu a Sra. Hardt na casa da irmã dele que fazia melado e ficava admirando a bela mocinha, então com 12 anos. Mas que ela nem percebia, pois não se conheciam. Mas em alguns anos, este fato mudou em um baile na Sociedade do bairro. “Quando olhei ele falei: Hum, que namorado bonito“! – Reconhece a Sra. Hardt. “Eu me apaixonei pela cor dela, moreninha… era quieta e não falava muito“, revela o Sr. Hardt. Assim se aproximaram, veio o pedido de namoro e após 2 anos, então, o casamento.

bodas-vinho-guinter-olga-rio-bonito-m01Casamento e Bodas de Prata

Nos casamos e fomos morar na Estrada da Ilha, onde ele trabalhou em uma fábrica de laticínios e depois compramos este terreno dos meus pais e começamos a trabalhar na nossa roça. A gente era bem pobre, mas trabalhamos muito e mesmo não tendo máquinas, ele fazia tudo a cavalo e enxada e eu com o gado, tirando leite todos os dias às 05h00 da manhã. Porque às 06h00 o leiteiro buscava… Mas eu gostei tanto de trabalhar na roça! Plantamos bastante cana pra fazer açúcar na usina e eu adorava cortar cana. Tinha que ver em dia de chuva, era tão bom! E de tudo nós plantamos, não comprávamos quase nada. Só trigo e sal. O que a gente produzia como arroz, manteiga, queijo e ainda os ovos, ele levava de carroça para vender em Joinville. Sempre tivemos muita saúde, por isso trabalhamos bastante“, conta a Sra. Hardt.

bodas-vinho-guinter-olga-rio-bonito-m02Bodas de Ouro e Bodas de Diamante

Güinter cresceu em uma família com 16 irmãos. Como ajudou a cuidar da maioria, conta que para eles, foi um paizão. Assim, já tinha experiência quando os seus 7 filhos chegaram para compôr então, a família Hardt. Danirlette Hardt, uma das heranças do casal, conta: “Meus pais tinham um carrinho de madeira de 1,5 m onde minha mãe colocava meus irmãos e eu. Levava comida bem embrulhadinha e a gente ficava com ela na roça. Conforme a gente ia crescendo, depois da escola ajudava na roça e assim continuamos até casar. A gente se divertia com aquele carrinho na roça, era o nosso ônibus e uns puxavam, outros enpurravam. Outra brincadeira lá em cima do morro, era sentar na folha do coqueiro e escorregar até lá em baixo. A gente brincava de bola com os meninos… Só não podia voltar pra casa no escuro, senão o chicote do pai dançava, então a gente obedecia. A gente tem cada história… Meus pais são exemplo de vida pra gente“, relembra com orgulho.

Mesmo com a rotina pesada da roça, o casal Hardt criava momentos de lazer, como quando toda a família ia de charrete até no Quiriri visitar parentes, ainda em estrada de chão, até que compraram seu carro e os passeios continuaram.

Sobre chegar às Bodas de Vinho, Sr. Hardt  afirma: “Só é possível, porque ela teve muita paciência comigo desde quando começamos a namorar, até agora. Se bem, que ela é meio brava e eu, sou construído na paciência“, brincou. Já para a Sra. Hardt:  “O que eu sempre gostei nele, é que a gente se esforçava pra ficar junto. Nunca pensamos em separar. Ele sempre foi bom comigo, um bom marido. Não bebia nem saía à noite. Vinha da roça, jantava, via televisão… Sempre aqui“. Ensina o casal Hardt.

Redação Viva Pirabeiraba
por Maria Cláudia Bergmann

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